As festividades do Carnaval trazem consigo toda uma componente histórica e cultural que a tornam mais rica. É desta forma que em Montessori celebramos o Carnaval, pesquisando a história e as raízes desta tradição, percebendo como é celebrada nos diferentes países e culturas e criando a nossa própria celebração (assim como fizemos com o Hallowen (https://montessoriporto.org/halloween-em-montessori/).

Hoje aproveitamos para partilhar um pouco do que descobrimos e aprendemos 🙂

Para conseguir perceber melhor o significado destas festividades, recuamos no tempo até à época em que o norte da Península Ibérica, mais concretamente a Galiza e o norte de Portugal, era habitado pelos povos ancestrais pré-romanos (conhecidos por celtas) e que organizavam um desfile para se despedirem do Inverno e ao mesmo tempo, pediam para que a primavera fosse o inicio de um ano próspero no desenvolvimento das sementeiras e que oferecesse condições para que se pudesse preparar o inverno seguinte da melhor maneira.

No entanto, o carnaval é uma tradição originalmente europeia, surge na Grécia antiga nos anos 600 a 520 a.C. onde realizavam cultos em agradecimento aos deuses pela fertilidade do solo e pela produção. Mais tarde passou a ser uma comemoração adotada pela Igreja Católica em 590 d.C, sendo um período marcado pelo “adeus à carne” ou do latim “carne vale” dando assim origem à palavra ‘carnaval’.

Quando o cristianismo chegou durante os anos medievais, os líderes religiosos decidiram incorporar as tradições populares locais dessas celebrações pagãs (que incluíam desfiles e muita comida e bebida) às tradições. Isso tornou-se o prelúdio da Quaresma – os 40 dias de jejum e sacrifício entre a Quarta-Feira de Cinzas e o Domingo de Páscoa. Mais tarde, os franceses apelidaram a terça-feira antes da Quarta-Feira de Cinzas de “Mardi Gras”, que significa “Terça-Feira Gorda”.

Despois de perceber as origens do Carnaval, podemos explorar as diversas formas de o celebrar. Encontramos em Portugal algumas delas, como os Caretos de Macedo de Cavaleiros (Entrudo chocalheiro), os Caretos de Lazarim, o Enterro do pai velho em Lindoso. Pela Europa encontramos o Carnaval de Binche na Bélgica e o Carnaval de Veneza. Nas festividades com influência portuguesa encontramos na Guiné Bissau desfiles com danças tradicionais e no Brasil o famoso Carnaval carioca. Tendo ainda encontrado celebrações com desfiles de carros alegóricos em Nova Orleães (EUA) sendo que estas festividades se iniciam no Dia de Reis (6 de janeiro) e terminam no “Mardi Gras”, 3ªf de Carnaval.

Aproveitando as imagens e informação recolhida, fica a sugestão de algumas atividades que podemos realizar com as crianças:

  • criar cartões com imagens das diversas festividades, e contar a história do Carnaval e como se celebra em diversos locais;
  • ver nos mapas a que continente e País pertencem, qual a bandeira, que idioma falam e como dizem carnaval nesse idioma;
  • perceber quais os pratos típicos durante estas celebrações e quiçá confecionar algum (p. ex.: na ilha da madeira, no carnaval fazem-se os “sonhos” fica aqui uma receita para quem quiser experimentar (http://www.somosmadeira.com/2015/05/sonhos.html);
  • fazer um cabeçudo (para os mais audazes 🙂 ficam aqui algumas dicas https://www.dn.pt/arquivo/2005/interior/dicas-e-tecnicas-para-construir-um-cabecudo-exemplar-615162.html);
  • realizar ou pintar máscaras típicas de algumas culturas (por exemplo: as máscaras africanas). Uma das atividades a realizar com os mais pequeninos pode ser pintar imagens de máscaras e posteriomente criar as suas próprias, recorrendo por exemplo a cartão e ráfia.

Assim ficam algumas dicas de como podemos celebrar o Carnaval, com toda a riqueza cultural e de tradições que esta contempla 🙂

Bom Carnaval e boa semana,

Joana Rebelo

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